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YouTube | ainda vale a pena criar um canal?

Vira e mexe alguém me questiona sobre ter um canal no YouTube: Como é? Vale a pena? Como começar? O que abordar? E claro, a mais importante de todas: Como é que ganha dinheiro com isso?

Desde muito antes de pensar em ter um canal uma coisa é certa, eu sou viciada naquela porra e todos os dias eu e certifico de que é um espaço realmente muito democrático, tem de tudo e para todos os gostos.

São muitos os casos de pessoas bem sucedidas financeiramente graças a essa plataforma, mas normalmente isso não acontece da noite pro dia, é necessário dedicação. Tudo bem que você pode ser o próximo fenômeno da internet pra estourar em pouquíssimo tempo e só não tenha descoberto isso ainda, mas, se não for o caso e você decidir fazer disso o seu trabalho, precisa encarar com a mesma seriedade com que faria em qualquer outro emprego. Algumas pessoas, começaram como um hobby e ao longo do tempo isso foi tomando proporções gigantescas, a ponto de abandonar tudo e seguir a carreira de YouTuber, porque sim, isso já virou praticamente uma profissão, e, por sinal, esse é também o meu sonho!

Muita gente têm seus canais como principal fonte de renda e isso é algo verdadeiramente muito tentador, afinal, você tem a oportunidade de ser o dono do seu próprio negócio, fazendo aquilo que você gosta e compartilhando com uma infinidade de pessoas. Só que ao mesmo tempo que isso é bom, também acaba gerando inúmeros questionamentos sobre o conteúdo que circula nos canais afora (e isso se aplica ao mundo virtual em geral). Muita gente passou a perceber que aquilo podia dar muito dinheiro “sem muito sacrífico” e começou a se especializar em publicar vídeos apenas com essa finalidade.

Quando eu falei sobre ressignificação nesse vídeo aqui foi exatamente porque eu já vinha questionando o que fazia sentido pra mim e, principalmente, para as pessoas que acessavam o meu canal. Estava eu agregando valor na vida das pessoas? E o conteúdo que eu consumia realmente estava fazendo alguma diferença na minha vida ou eu tinha me condicionado a consumi-lo? Comecei meu canal falando de beleza, compartilhando tutoriais de maquiagem e cabelo, muitas vezes apenas reproduzindo o que eu via nos canais de outras meninas mais bem sucedidas, “youtubemente” falando. Foi quando eu parei pra analisar o meu feed, cancelei algumas inscrições, comecei a consumir conteúdos diversificados, virei “fã” de outras pessoas, saí da minha zona de conforto, busquei canais de youtubers gringos (o que também me ajudou muito com o inglês e o espanhol), descobri pessoas sensacionais que falavam dos mais diversos assuntos e pronto, foi aí que eu fiquei ainda mais confusa…. Hahaha.

Consumir tanto material diferente me fez perceber que talvez eu não quisesse ser uma reprodutora do conteúdo alheio (e era exatamente assim que eu tava me sentindo), mas que eu queria produzir um conteúdo mais vida real, mais pessoal, mais diversificado, mais eu. Percebi que amo me maquiar e gravar vídeos, mas que tem tantas outras coisas que me dão prazer e que eu gostaria de compartilhar com vocês… A decisão de retirar vídeos antigos do canal nano foi fácil, eles são parte da minha história, mas foi por entender que talvez isso não me represente nesse momento, para recomeçar do zero realmente. Não significa que eu não vá mais fazer vídeos sobre maquiagem, mas que eles acontecerão quando eu tiver algo que valha a pena ser compartilhado, e não porque eu fiquei sem criativdade ou não tive tempo pra gravar algo mais interessante e preciso postar semanalmente. Eu quero realmente fazer um conteúdo que agregue algum valor para as pessoas que decidirem acompanhar o Magnifique(se) e para mim também, e muito mais que isso, quero sentir prazer ao produzir cada um desses conteúdos.

Durante esse processo pelo qual passei me questionei muito sobre o por que de ter tanta gente com milhares de inscritos e milhões de visualizações em vídeos com conteúdos tão insignificantes e até desprezíveis. Pois bem, eu acredito que seja por isso que muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre a credibilidade de quem decide trabalhar nessa área.

Mas calma, eu não tô generalizando.

Tem muita gente talentosa, com um conteúdo bacana, uma produção de qualidade (não estou falando de equipamentos caros) e que simplesmente não alcança nem de longe os números de uma pessoa que simplesmente resolveu entrar numa banheira com quilos e mais quilos de nutella. Oi? Ok, cada um com seus gostos, princípios, valores e etc.. Quem sou eu pra julgar alguém, né? Mas sinceramente, me intriga,  não só o número de pessoas que se dedicam a consumir esse tipo de coisa, como o “nível de criatividade” de quem o produziu. Cada vez que um vídeo desse atinge marcas surreais de visualizações, mais as pessoas se empenham em produzir esse tipo de conteúdo e mais pessoas parecem gostar de consumi-los. Traduzindo, vai virando um ciclo interminável.

Isso ficou tão sério que o próprio YouTube andou tomando algumas medidas com relação ao assunto [leia mais].
Sem dúvidas esse é um questionamento de muitas pessoas, mas desisti de tentar entender e me preocupar com números (meus ou dos outros), o ideal é focar no objetivo. Independetemente de qual seja o seu, se você atingi-lo, não precisa se importar com os demais. Tente ser um destaque naquilo que você decidir fazer e pronto, você já está no caminho certo.

Uma das questões que eu levanto aqui não é quanto a qualidade técnica (e sim, as pessoas estão ficando cada vez mais exigentes com relação a isso também), mas no que diz respeito à qualidade do conteúdo.

Tenho pensado muito em produzir vlogs diários compartilhando um pouco do meu dia a dia, já me questionei se eu tenho uma vida tão interessante para compartilhar com as pessoas, mas tenho sentido muita vontade de enveredar por esse caminho, por exemplo. (Ah, e deixem comentários me dizendo o que acham sobre essa possibilidade e outras sugestões. 😀 )

O que eu sei é que o YouTube é um espaço magnífico, com pessoas magníficas e conteúdos mais magníficos ainda, basta que saibamos filtrar e tenhamos consciência do que de fato faz sentido pra cada um de nós. Acho muito válido que qualquer pessoas que tenha algo bacana para compartilhar use essa ferramenta para atingir o maior número de pessoas possível, não se preocupe em definir um nicho, ou um assunto específico, você pode descobrir isso ao longo do caminho. Aprendi e ainda aprendo coisas incríveis com muita gente das quais chego a me sentir amiga íntima apenas por acompanhar seus vlogs, tutoriais ou histórias de vida. E são essas pessoas e histórias que eu tenho como referência no momento de produzir algum material.

Eu sigo com meu pequeno número de inscritos/visualizações, almejando um dia, quem sabe, chegar aos milhares de milhões, tentando compartilhar coisas legais com quem me acompanha e fazendo tudo com muito carinho.

E olha, a melhor forma de saber como é ter um canal é tendo um. Se joga!

Comments 5

  1. Alyne

    Eu quero começar um canal e estava preocupada com esse negócio de ter que escolher um assunto específico para falar, mas o meu maior problema é que eu gosto de muitas coisas diferentes: maquiagem, unhas, beleza, jogos eletrônicos, livros, música, séries, escrever, auto reflexão e ainda queria aproveitar o canal para divulgar meu trabalho com a Herbalife. E todo lugar que eu lia sobre criar um canal, eu percebia que falavam a mesma coisa “você tem que escolher um gênero ou assunto específico…” e isso me travou a criar um canal há meses e eu sempre fico me questionando “poxa, eu acho isso errado, porque eu tenho que focar em um assunto sendo que posso levar vários conteúdos?”, mas mesmo que eu penso assim, eu acho que queria ler isso em um blog e só tenho que agradecer. Você me deu o empurrão que eu precisava para começar meu projeto ❤️

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    • MAGNIFIQUE(SE)

      Alyne, fico muito feliz em saber disso.

      Essa é uma opinião pessoal e profissional de quem vive essa realidade, mas acredito realmente que as pessoas precisam parar de acreditar piamente em tudo que falam e seguir um pouco mais os seus instintos. Talvez seja um trabalho mais duro quando você não segmenta, talvez você precise ralar um pouco mais que pessoas que falam de uma única coisa, mas o que importa é fazer o que VOCÊ tem vontade, daí todo o resto será mais fácil. Precisamos aprender a olhar as informações que nos cercam como orientações e não como regras. Não está escrito em nenhum lugar que você só pode falar de uma coisa, abordar um único tema, mas precisa sim estudar para entender qual a melhor forma de fazer isso.
      Te desejo sucesso!

      E me manda o link pra eu te visitar depois.

      :*

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  2. Áurea sofia

    lindo amei eu li esse texto porque,eu estou pensando em criar um canal
    ^_^

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  3. Samuel Crisóstomo

    Nossa, mas que texto em, a muito tempo procuro algum texto fora dos padrões que geralmente a gente vê por ai, “de como criar um canal”. O questionamento pelo qual você passou, muito interessante, me fez refletir bastante, e eu percebi que uma das coisas que me impedia de continuar com o projeto de um canal, era a preocupação com essas pessoas que fazem conteúdo insignificante, porque nós imaginamos logo que nunca vamos chegar aos números deles, e que a existência deles vai barrar o nosso crescimento. Mas eu acredito que com persistência e dedicação, todos nós podemos conseguir um espaço, e com relação ao conteúdo, é confortante pensar que não é necessário pensar imediatamente em nicho, gênero e essas coisas, acho realmente que nós vamos descobrindo isso com o tempo.

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  4. Osvaldo

    Gostei muito da sua sinceridade ao analisar seu canal. Me deu boas ideias sobre o que fazer a partir de agora. Obrigado!

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